quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Chego a tocar na sua mão...

Chegamos ontem de Salvador. Pela 11ª vez, passamos o carnaval naquela maravilhosa cidade. Dessa vez, ficamos muito no Camarote da Central, que é onde ficávamos antes na pipoca. O camarote, sem brincadeira, deve ser o MELHOR de todo o circuito. Fica no Campo Grande, mas tem, sei lá, uns 100 metros de extensão. OU seja, a gente "chega a tocar a mão" dos artistas, de tão perto, e quando o trio passa, sai aquela GALERA do camarote correndo atrás. Parece que a gente está no chão, uma animação inesquecível, só tinha medo do camarote desmoronar com aquela galera toda pulando. Minha cara de felicidade nas fotos diz tudo, não???
A Ivete e o Chiclete, mais uma vez, ARREBENTARAM A BOCA DO BALÃO! E eu estava lá para conferir!
Fomos com uma galera bem legal: o Marcos e a Ionara, aqui do prédio, o Quito e a Paula e o Fabrício e a Luíse. O apartamento era central, na BArra, dava para andar de um circuito a outro e ainda parar para uma descansada básica. Eu tô aqui, só o caco. Mas VALEU DEMAIS!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Salvador, aí vou eu!!!!

Ansiosa para o meu 11º carnaval em Salvador!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Não consigo nem pensar em trabalhar hoje! Quero estar no meio dessa multidão amanhã!!!!!!!!!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bancos de cordão umbilical

Eu fiz uma série de reportagens sobre células-tronco. Falei da importância de se cadastrar como doador de medula óssea (aproveitei e me cadastrei, tomara que eu seja chamada para doar um dia...). Uma das matérias abordou especificamente o sangue de cordão umbilical. Achei interessante compartilhar com vocês, o posicionamento de cientistas sobre esses bancos particulares...
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O sangue presente no cordão umbilical é uma rica fonte de células-tronco. É utilizado para tratamento de dezenas de doenças, como leucemias e anemias graves, por exemplo. Devido às suas características, o sangue do cordão pode ser transplantado sem a necessidade de uma completa compatibilidade entre o paciente e o doador. Em 2001, foi inaugurado, no Instituto Nacional do Câncer (INCA), o primeiro banco de sangue de cordão umbilical público no Brasil. Hoje, há 4 bancos desse tipo, funcionando nas cidades de São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro, que formam a rede Brasilcord. Luís Fernando Bouzas, diretor do centro de transplante de medula óssea e Coordenador Médico do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, do Inca, diz que, até 2011, mais oito unidades serão construídas no Pará, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Distrito Federal. A intenção é armazenar cerca de 50 mil cordões, número considerado ideal para, somando-se aos doadores voluntários de medula óssea, suprir a demanda de transplantes desse tipo no Brasil. Dr. Bouzas explica que, nas maternidades conveniadas aos bancos, existem equipes treinadas que colhem o sangue de cordão umbilical na hora do parto, nas mulheres que preenchem alguns requisitos. A mãe deve ter entre 18 e 36 anos e estar com idade gestacional acima de 35 semanas no momento do parto. Além disso, não pode ter tido algumas doenças, entre elas o câncer. Mayana Zatz, Coordenadora do Centro de Estudos do Genoma Humano da USP e uma das maiores especialistas em células-tronco do Brasil, reforça a importância do sangue do cordão umbilical, e cita uma pesquisa que apontou a importância também do próprio cordão.

"Existe um tipo de célula que a gente chama de mesenquimal, que é uma célula-tronco adulta, mas que tem o potencial de formar vários tecidos, como tecido ósseo, muscular, adiposo, cartilagem, e essas células mesenquimais estão em grande quantidade no cordão umbilical. No cordão, não no sangue do cordão. E esse é um dado muito importante e nós chamamos atenção para isso, porque os bancos de cordão guardam o sangue e descartam o cordão. Então eles estão descartando a fonte mais rica de células tronco."

O diretor do Brasilcord, Luís Fernando Bouzas, reconhece o valor do cordão umbilical em si, mas diz que armazená-lo demandaria uma estrutura que o Brasil não tem, no momento. Desde a sua criação, a Rede BrasilCord já disponibilizou 56 unidades de cordão para transplante.

Além dos bancos públicos de cordão umbilical, existem bancos em que os pais pagam cerca de 3.500 reais para armazenar o sangue de cordão dos filhos. E uma taxa anual de cerca de 500 reais para mantê-los. São os bancos particulares de cordão umbilical, que prometem a cura no caso de aparecer alguma doença no futuro, como leucemia. A geneticista Mayana Zatz, uma das maiores especialistas em células-tronco do Brasil, defende os bancos públicos de sangue de cordão umbilical, mas não concorda com a existência de bancos particulares. Para ela, quem paga para armazenar sangue de cordão umbilical num banco particular, está apostando em algo que ainda não tem embasamento científico.

"HOje a gente sabe que o sangue do cordão é muito importante para corrigir leucemias, e doenças sanguíneas que são todas muito raras. Agora, se teu filho tiver uma leucemia daqui a 20, 30 anos, não se recomenda usar o sangue da própria pessoa, porque imagina-se que ela já tenha uma suscetibilidade para desenvolver uma leucemia. Se for um adulto, um cordão só não é suficiente, um cordão só serve para pessoas até 50kg. Eu tinha feito uma conta, o preço que você paga da coleta e para manter todo ano, se você, em 20 anos, aplicasse numa renda que desse 10% ao ano, você teria mais de 60 mil reais, em mais de 20 anos, e que hoje é necessário para comprar um cordão, dois, em qualquer lugar do mundo, se for necessário."

O diretor do centro de transplante de medula óssea e Coordenador Médico do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, do INCA, Luís Fernando Bouzas, também é contra a existência de bancos privados de sangue de cordão umbilical. Dr. Bouzas diz que, no resto do mundo, também existe resistência a bancos privados, inclusive países como Espanha e França proíbem esse tipo de banco.

"Porque não existe suporte científico para você dizer para as famílias que esse sangue vai ser utilizado para alguma coisa no futuro, neste momento. Agora, se a pessoa faz questão de guardar, entende que isto é uma aposta no futuro, que a ciência pode descobrir uma utilidade para isso, aí é um outro problema. Mas nesse momento, a gente não tem justificativa para armazenar esse material e pagar por esse armazenamento, ainda mais que nós estamos com uma rede pública em desenvolvimento, que vai superar as necessidades da população em termos de fornecer o material. Já estamos associando o Brasil na rede internacional, se a gente não encontrar o material aqui, podemos buscar em qualquer parte do mundo, o governo paga por isso".

Nelson Tatsui, responsável Técnico de uma empresa privada que armazena sangue de cordão umbilical, explica que o sangue de cordão umbilical armazenado vai ser utilizado única e exclusivamente pelo bebê de onde se retirou o material. Dr. Tatsui explica que, mesmo que a pessoa não more na cidade da empresa, o sangue pode ser coletado por uma equipe em qualquer lugar do Brasil. Ele reconhece que o sangue de cordão umbilical não pode ser utilizado em transplantes autólogos, ou seja, para a própria pessoa, em alguns tipos de doença.

"Nunca deve passar para os pais que a doença é algo comum e que o sangue de cordão seja algo salvador em todos os casos. Quem faz isso, obviamente, está exagerando comercialmente. Tecnicamente o sangue de cordão umbilical tem indicações bastante específicas, até norteadas pelo Ministério da Saúde, há alguns tipos de doenças em que a opção de usar a própria célula-tronco tem resposta menor que usar de alguém que não seja a própria pessoa."

Nelson Tatsui lembra, entretanto, das dificuldades de se encontrar alguém compatível, por isso, a aposta na possibilidade de usar a própria célula tronco, como no transplante de cordão umbilical. Os bancos de cordão umbilical particulares esbarram num grande problema: hoje, o sangue de um único cordão é suficiente apenas para pacientes abaixo de 40kg. Para superar essa dificuldade, dr. Tatsui explica que vários grupos de cientistas pesquisam a expansão celular. A aposta das empresas é que, quando os bebês que tiveram seu sangue coletado se tornarem adultos, ou atingirem 40kg, a questão da expansão celular já vai estar resolvida cientificamente. E por quanto tempo o sangue de cordão umbilical vai estar potente para ser utilizado num transplante? Não existe resposta para isso na literatura médica mundial, mas estão sendo realizados estudos para avaliar esse tempo. O cordão umbilical mais antigo já utilizado tinha 5 anos de armazenamento, diz Nelson Tatsui.

"Hoje, como a maioria dos estudos atingem já 20 anos de armazenamento, todos dizem que o tempo de viabilidade é no mínimo 20 anos. A minha preocupação como hematologista é o tempo de potência de fazer um transplante seguro, e o número de células possível... Porque uma coisa é ter uma célula viva, outra coisa é ela ser potente para transplante."

A médica pneumologista Renata Ferreira Dirceu congelou numa clínica particular o sangue do cordão umbilical de seus dois filhos, um de 5, outro de 2 anos. Ela diz que pesquisou bastante antes de tomar essa decisão, e aposta na expansão celular, que vai permitir, no futuro, que um adulto utilize hoje seu próprio sangue de cordão. Renata diz que na época do nascimento dos filhos, não havia histórico de doenças na família, mas depois disso, seu pai teve leucemia.

"Foi uma decisão bem acertada mesmo, porque eu não tinha história na família, resolvi coletar porque era uma coisa muito importante, é uma garantia, quase, para os filhos, que a gente deixa."

O Ministério da Saúde e a coordenação da Rede Brasilcord são contrários aos bancos de sangue particulares. Os órgãos internacionais recomendam que não deve ser feito investimento público em bancos privados.
Adriana Magalhães, para a Rádio Câmara.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Tempo para tudo

Cláudia Leitte exibiu essa barriga aí menos de um mês depois de dar à luz. Essa barriga me deixou triste, por existirem pessoas que não se dão um tempo para aproveitar um momento mágico como a maternidade. Quem é que precisa de uma barriga dessas um mês depois do parto? A barriga fica grande, fica mole, o útero enorme, os peitos cheios de leite.
E é isso: somos mães, é um tempo tão pequeno em que o filho é nossa dedicação exclusiva. Quando é que eu ia arrumar tempo para pensar na minha barriga quando eu não tinha tempo nem para trocar o pijama?
E a barriga volta ao normal com o tempo, o peito para de vazar, a criança cresce, começa a comer e não precisa mais da mamãe o tempo todo por perto. Mas é bom passar aquele período de DEDICAÇÃO total junto dele, apesar de ficarmos desesperadas boa parte do tempo. E é tão bom saber que existem coisas muito, mas muito mais importantes que um corpo sarado. E é bom saber que a maternidade muda o foco de prioridades na vida... pelo menos para algumas pessoas.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Michael Moore acerta de novo

* Um homem entra num hospital com dois dedos em frangalhos. O médico diz que "salvar" um dos dedos custará U$ 12 mil. O outro, U$ 50 mil. Ele escolhe perder o dedo mais caro, por não ter dinheiro para pagar pelos dois...
* Isso aconteceu, e acontece, todos os dias nos Estados Unidos... Quando a gente fala mal do nosso SUS aqui... A filosofia deles lá é pagou, tem atendimento. Se não tem dinheiro, ou se seu dinheiro só serve para pagar um plano merreca, você morre e não ganha nem noticiário no jornal. Vi um filme do Michael Moore, que eu adoro, que é outro soco no estômago dos americanos. SICKO é o nome desse filme imperdível, que conta como começou a visão mercantilista da saúde norte-americana.
* Michael Moore começa sua peregrinação para ver como são outros países visitando o Canadá. Claro, toda a saúde é pública, de graça, e as pessoas não veem nada de errado em pagar pelos que não podem... "Como assim?"
* Na Inglaterra, ele vai a um hospital, pergunta para as pessoas há quanto tempo estão esperando atendimento. 15 minutos, 10 minutos, no máximo. Nos EUA, costumam dizer que esse sistema de saúde que trata do mesmo jeito um mendigo e o presidente é COMUNISMO... Então ele vai na casa de um médico inglês, funcionário do estado, querendo ver o comunismo nisso tudo. Ele vê que o cara mora numa casa de 1,6 milhões de libras, tem um Audi na garagem. E é o governo que paga o salário dele.
* Quando Michael Moore está num hospital inglês, ele lê "caixa" e diz: "opa, ali está escrito caixa, as pessoas têm que pagar pelo atendimento". E o moço do caixa esclarece que é ali que as pessoas que não têm dinheiro para pagar o transporte até o hospital são ressarcidas !!!
* Na França, ele descobre estupefato que as mães recém-paridas têm direito a uma babá algumas vezes por semana, para que possam ter ajuda em casa. Pagas pelo governo (!!!). Ele se reúne com vários americanos que moram na França, e um deles diz que, quando chegou, teve que passar por um questionário no sistema de saúde e foi perguntado por doenças pré-existentes. Ele se lembrou que nos EUA ter doenças pré-existentes é sinônimo de tortura por parte dos planos de saúde, disse que quase mentiu para os franceses, mas acabou revelando que tinha diabete. Ficou surpreso quando o governo francês o colocou num programa para tratar sua doença. "Como, aqui as pessoas tratam suas doenças pré-existentes e não o punem por elas?", pergunta um boquiaberto Michael Moore. O que mais me impressionou na França foi uma americana dizendo que se sentia CULPADA por ter tantos benefícios e vantagens na França, enquanto seus parentes continuam morando... nos EUA.
* Um grupo de voluntários do 11 de setembro adquiriu vários problemas de saúde: um rangia os dentes de nervoso até perder toda a arcada superior, outros tinham problemas respiratórios por terem respirado aquela poeira horrorosa das torres gêmeas durante várias semanas. Mas o governo americano negou pedido deles de se tratar em hospitais americanos, já que não tinham plano de saúde. Michael Moore levou todos... para Cuba. Foram para um hospital cubano e choraram ao ver que os médicos os atendiam, sem pagamento. Uma das mulheres usava uma bombinha de asma que custava U$ 130 nos EUA. Em Cuba, a mesma bomba custava na farmácia 50 centavos de dólar. Ela chorou muito com a situação.
* E eu fiquei embasbacada com a filosofia mercantil da vida norte-americana. Claro que temos um sistema que deixa pessoas morrerem nas portas dos hospitais. Mas também somos referência mundial no tratamento público da AIDS, temos um sistema de transplante e rede públicos de medula óssea que supera muito sistema do primeiro mundo, não nega atendimento a ninguém e procura doador em qualquer lugar do planeta. Queremos ser iguais a França, à Inglaterra, ao Canadá, a Cuba. Queremos que todos tenham direito ao mesmo atendimento. Não quero que a gente busque no Brasil o sistema igual ao americano... Porque aquele lá, como a economia do país, também está falido...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Léo gigante

Outro dia, a linda Helena veio nos visitar... O Léo entregou para ela uma porção de carrinhos enquanto trocavam fraldas... Vendo os dois juntos (e rindo muito também porque o Léo insistia em colocar vários carrinhos na barriga dela), vi que meu bebezinho já está grandão... E olhem como minha sobrinha é linda...


Tutu e Lost

(essa é piadinha regional para quem vê Lost)
No domingo, o Arthur tinha dormido de tarde e acordou quando eu e Bruno estávamos vendo Lost, já às 10h da noite. Deixamos ele ver com a gente. No meio do episódio, o Arthur perguntou: "Mamãe, quando vai aparecer o dinossauro?". A gente riu bastante... realmente, só falta aparecer um Tiranossauro Rex pras viagens do Lost ficarem completas...