quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

O Léo na madrugada

No meio da madrugada, uma voz chama: "Mamãe, mamãe, mamãããããe..." Eu olho o relógio e não acredito: 5 horas da manhã. O Léo não é de acordar à noite, por isso estamos desacostumados. Continuo deitada... Como a mamãe não aparece, a vozinha muda: "papai, papai, papaaaaaai". E o papai, nada. Só quando as palavras se transformam em choro, papai se levanta e vai lá. Passam-se alguns minutos alternados entre o choro e o silêncio, até que eu levanto, assumo o lugar do Bruno no quarto do Léo e digo:
"Léo, para de chorar, estamos no meio da noite. É hora de dormir, de fechar o olhinho e deitar..."
Ele, nada. Joga as duas chupetas no chão. Chora. Eu o abraço, digo que é hora de dormir, não de chorar, todos estão dormindo. Ele vai aquietando abraçado comigo em pé no berço, vai caindo, caindo, eu o deito no berço e saio do quarto estilo raio lazer.
>>> (eu sempre me sinto assim, quando saio pé ante pé do quarto do Léo, fazendo todo o esforço pro meu pé não fazer barulho ao despregar do chão. Parece aqueles filmes em que as pessoas têm que atravessar um corredor com raios lazer) <<<
Já eram 5h20 da manhã. E o sono não volta. Exatamente às 6h ele volta a chamar. O Bruno dá uma mamadeira para ele e ele aquieta. Aí o sono já era. Devo ter dormido às 6h30 para escutar o despertador tocar às 7h (agora que o Tutu é grande, a escola começa impreterivelmente às 8h, e não às 9h, como antes... que tristeza!).
Foi assim nossa noite hoje.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Benjamin Button

Ontem eu e Bruno vimos um filme que me abalou: "O Curioso Caso de Benjamin Button", que concorre a 13 Oscars. O filme é uma obra de arte, e faz a gente refletir basicamente sobre a vida. Sobre a velhice, sobre amadurecer, sobre envelhecer. Lindo, saí banhada em lágrimas, eu e Bruno doidos de vontade de beijar nossos pimpolhos. Recomendo muito. É um filme humano.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E a esperança venceu o medo...

Podem me achar louca, mas vendo a linda movimentação nas ruas em Washington, hoje, pela TV, para receber o primeiro presidente negro dos EUA, eu relembrei muito a primeira posse do Lula. Há muitas coincidências entre os dois: ambos vieram para quebrar paradigmas. Apesar de muita decepção ao longo desses anos com Lula, o orgulho que sinto por nosso país estar tomando um rumo é maior. E estou entre os mais de 80% que aprovam o governo Lula, já em segundo mandato.
O discurso de Obama foi histórico. Colo, aqui, algumas palavras que, se seguidas à risca, demonstram que os Estados Unidos vão se tornar uma outra nação.

"Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia... Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, das maiores capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais."

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Arte por toda parte



Ainda dá tempo de pegar o mega evento Arte para Crianças, que ocorre até dia 18 de janeiro no CCBB, aqui em Brasília. Não digo exposição porque tudo lá era interativo, e as crianças participavam de todos os detalhes. Acabei de chegar de lá com Léo e Tutu, que se divertiram à beça. Tinha mil atividades que despertam sensações e vontade de ser criança. Nessa aí, Tutu e Léo se divertiram numa imensa sala forrada, com bolinhas à vontade, numa obra de arte lúdica. Uma "diliça"...
Havia várias outras oportunidades de exercitar a criatividade, e Tutu se amarrou numa sala com várias almofadas, que exibia um vídeo super lindo. Taí ele se deliciando...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Reveillon no hospital

Foi mais ou menos assim que passamos o Reveillon. Chegamos de Piri no dia 30 à tarde. Eu e Tutu fomos pegar a Clara na casa dela, eles brincaram um pouco, começaram a ver um filme e o Tutu disse: "Vou dormir". Já fiquei acesa. Quando ele acordou algumas horas depois, estava queimando em febre. 39º. E foi assim durante a noite e durante todo o último dia de 2008. O bichinho nem queria se levantar, passou o dia todo deitado. No final da tarde, fomos enfim à emergência e a médica pediu alguns exames. Tivemos que esperar a febre baixar, tipo dar banho, colocar compressas e a novalgina, para que ele pudesse fazer exame sem febre. Depois disso, só uma hora e meia depois o exame ficava pronto.
Fomos para casa, tomamos banho, deixamos o Léo na casa da minha irmã e voltamos os 3 para o hospital. 11 horas da noite saímos de lá com um diagnóstico da médica teen: infecção urinária. Paramos na farmácia de plantão, compramos o antibiotico e Bruno e Tutu foram para casa, passar o reveillon na cama. Eu fui pra festinha que estava rolando na casa da minha irmã, comi um pouco da ceia, bebi um pouco do vinho, o Léo se divertiu muito com os fogos, que estavam lindos lá da casa dela. Voltei para casa antes da uma da manhã, o Léo capotou no carro e acordou às 9h no dia seguinte. Fui dormir no quarto do Arthur e ele passou a noite gemendo.
Resumo da ópera: espero que o resto do ano não seja como o Reveillon... Ainda bem que não tínhamos programado nenhuma festa de arromba, porque íamos ter que cancelar. Ah, só para não esquecer: no dia seguinte, foi o Léo quem começou a ter febrinha e vomitar...
Ai, como diz a Lu Brasil, MIDEPILA!!!!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A bíblia como ela é

Quando eu era nova, era a típica carola. Vivia na igreja, fazia Escalada, passava meus fins de semana em encontro de jovens (às vezes de adultos), limpando banheiro, cozinhando, cuidando da arrumação... E me divertia, cantava, fazia amigos, rezava e me sentia em casa. Quando fiz 18 anos, comecei a questionar a culpa que eu via na Igreja Católica. Tudo era pecado. Agora estou lendo um livro sobre uma somali (chama-se Infiel o livro, e eu recomendo), que vem de um país super muçulmano radical e penso que a culpa da igreja católica é fichinha perto daquilo. Mas até hoje não consegui me encontrar realmente em nenhuma religião. Frequento a Comunhão Espírita, já comecei um curso, levo meus filhos para tomar passe, quero a bênção de Jesus sobre mim. Mas não pode-se dizer que eu siga uma religião.
Alguns amigos carolas justificam algumas ações pelo que diz a bíblia... "Está escrito", decretam, como verdade absoluta. Então, se for realmente para seguir a bíblia _ estou falando do Antigo Testamento _ é melhor se preparar... Homens: parem de cortar a barba, não toquem em mulher nenhuma porque ela pode estar menstruada, cuidado com a percentagem de linho em sua roupa. Está tudo lá. Um americano resolveu testar e passou um ano seguindo ao pé da letra os preceitos bíblicos. Uma viagem esquisitíssima, digna do nome do meu blog.
Está em http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_545664.shtml
Então, quem quiser acreditar em qualquer coisa, está no seu direito. A questão é de fé. Mas citar a Bíblia é contradição, porque as pessoas, obviamente, fazem uma seleção do que vão ou não vão seguir.
Eu prefiro me basear na vida de Jesus e acreditar no amor sobre todas as coisas. Que minha vida siga esses passos...