domingo, 26 de outubro de 2008

Para dizer a todos que te amo

Na sexta-feira meu amor completou 36 anos... Aí coloco a recordação aqui do último show do Almir Sater a que assisti, em setembro. O Bruno não foi porque era aniversário do pai dele. Como eu sou fã de carteirinha do Almir, fui sozinha. Teatro lotado, som delicioso, clima perfeito, como era de se esperar. Na hora em que ele tocou "É necessário", chorei muito, lembrando do nosso casamento, que foi a música em que entrei na cerimônia... Chorei lembrando do Bruno e cada pedaço da música parecia ser dedicado a nós dois... Por isso, coloco aqui a letra, em homenagem ao meu amor...

É Necessário

Composição: Almir Sater

É necessário, você preparar
Seu amor, arrumar sua cama
Acender sua chama
Para me receber essa noite
Para não pretender mais que sou
Para se proteger, disso tudo seu pavor
Ninguém vai nos fazer mal

Quando você cai dentro
Do meu coração
É como se o sol e a lua
Se esparramassem pelo chão

É importante, você me saber
Acolher, como eu colho em você
Esperanças de querer
E deitar ao teu lado, de noite
E deixar que a paixão me domine
Num abraço pretender
Ser mais forte do que as leis
Que me prendem a você

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dê um clique do bem...

Não sei se tenho muitos leitores aqui, mas peço para quem for meu leitor ajudar...
No ano passado, apareceu aqui no meu trabalho uma moça grávida em estado lastimável. Mesmo com vergonha de pedir, veio implorar ajuda. O nome dela é Vanessa, estava grávida do sexto filho e o marido acabara de morrer. Estava DE-SES-PE-RA-DA. Alguns colegas decidiram adotar a família. Alguns ajudam no aluguel, outros compram material escolar, sapatos, etc. Ela sempre nos visita, dessas vezes não para pedir, mas para agradecer. E traz alguns de seus filhos, super bem educados. A mais nova é fofa, tem a idade do meu Léo. No momento, estamos ajudando a construir a casinha dela. E um amigo colocou a nossa ação num site http://www.naotempreco.com.br, para premiar iniciativas como essa. A idéia mais clicada da semana ganha um ipod. A intenção, se ganharmos, é vender e dar o dindim para a Vanessa. Se você puder clicar, faça uma busca no nome de Fábio Bernardes Marçal, categoria Criança, Brasília-DF. Pronto, você já ajudou... Obrigada!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Um país bizarro...

Fiquei chocada hoje de manhã quando cheguei no trabalho, a TV estava ligada e mostrava uma multidão que acompanhava um enterro. "Morreu o Papa, morreu o Lula?", me perguntei. Nada disso, o enterro era da Eloá, aquela menina que foi sequestrada pelo ex-namorado, rapaz que gostou de virar celebridade e de até ser entrevistado em pleno cativeiro, e acabou matando a namorada para aparecer um pouco mais, quem sabe. A imprensa cria essas notícias e as pessoas embarcam num encantamento pelas coisas grotescas que ocorrem de vez em quando nas histórias da vida real. Foi o caso daquela menina que foi jogada da janela há alguns meses, que ninguém ouvia falar de outra coisa, uma multidão cercou a delegacia onde o pai e a madrasta foram presos, em busca de quê? Alguém ainda lembra do nome dela?
O caso desse sequestro da Eloá também foi grotesco, principalmente pelos erros da polícia. Mas, vem cá, o que faz uma pessoa sair de sua casa e ir ao enterro de alguém que ela nunca viu, não conheceu, nada??? Será que agora vão começar a chamar a menina de Santa Eloá?
Nunca vi brasileiro se mobilizar e juntar tanta gente para reivindicar educação de qualidade. Nunca vi tanta gente exigir do governo saúde digna. Fico chocada com tudo isso.

sábado, 18 de outubro de 2008

Manhã turística

Hoje a Luísa foi batizada na Catedral, a fofucha... Aproveitamos para mostrar aos meninos um dos cartões postais mais conhecidos de Brasília. É engraçado morar numa cidade com tantos atrativos turísticos, que, no dia-a-dia, passamos do lado e nem nos encantamos com a beleza que encanta tantos visitantes de fora. Bom, foram váaaaarias fotos, numa o Bruno até quis imitar a Capela Cistina de Michelângelo, naquela cena do dedo de Deus... Que fotos mais gostosas...

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Educação educação educação

Sou apaixonada por educação. Fiz mestrado na área, minhas mais apaixonantes reportagens são sobre educação, e meu sonho é, um dia, trabalhar exclusivamente com isso. Hoje, estive no IPEA (será meu futuro emprego???) e conversei com o diretor de pesquisas sociais sobre uma pesquisa que ele estava apresentando: os números (lastimáveis) da educação no Brasil. Eu disse para ele que sempre fico deprimida ao ver a barbaridade que é a educação brasileira, em pleno ano 2008 com 10% da população analfabeta... E aqueles que não sabem mais do que "butá o nome nu papel" são considerados alfabetizados. Tenho vontade de chorar.
Estou sendo a professora auxiliar numa turma de alfabetização de adultos no Varjão, favela aqui de Brasília. Tem alguns alunos que me fazem vibrar, pois cada conquista é um sucesso e motivo de palmas. Mas tem dois alunos, uma mulher e um homem, dois irmãos, vindos do interior da Bahia, que me dão ganas de chorar quando a aula acaba. Sinto um cansaço inominável. Eles não aprendem, não conseguem repetir uma letra que acabamos de falar, simplesmente não avançam. E é grande o esforço, tanto deles, quanto meu e da professora. Me bate uma tristeza de saber que a falta de comida, incentivo e oportunidade produz milhares de pessoas como eles no nosso país. Pessoas que não sabem quantos anos têm, não sabem os dias da semana nem os meses do ano. Fico pensando o tanto que eles são enganados por aí. E seguem sua vida, rindo, como se nada estivesse acontecendo. Eu torço por eles mas às vezes desanimo. E venho aqui, contar para vocês esse medo do fracasso. Para eles, não falo disso. Todo dia, conto uma história linda para incentivá-los a seguir adiante no sonho da educação. Quem sabe...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Quero ser criança

Todas as crianças crescem, menos uma... Aproveitamos o dia da criança para ir ao teatro, eu e Tutu, ver Peter Pan. E é duro ver que crescemos, antes, o dia da criança era uma expectativa. Claro que é bom ver essa expectativa nos meus filhotes, mas ainda tenho saudade daquele olhar de admiração que perdi quando cresci. Ontem, o Tutu ganhou do Mano e da Lelê uma barraca de camping, um saco de dormir, uma garrafinha, uma lanterna e uma mochila para guardar tudo. Tudo para criança, tudo para o tamanho dele. Ele ficou tão, mas tão emocionado no clube, onde montamos a barraca, que me disse, pensativo: "Mamãe, hoje é um dia per-fei-to..." Eu fiquei toda besta com as palavras do meu Tutu, que, ainda bem, ainda se emociona com essas coisas da vida.
Depois, montamos a barraca em casa, taí a foto, também com o Forte Apache, presente nosso para ele. E ele ainda ganhou um futebol de botão, o Bruno disse que era tudo o que ele amava quando criança: forte apache e futebol de botão.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Casa na árvore



Ontem, o domingo foi para comemorar a casa na árvore. Estava um calor insuportável, devidamente refrescado na piscina. A criançada se divertiu a valer. E eu fiquei lá, entre feliz e triste, por ser meu último dia sem trabalho em dois meses (hoje voltei ao batente...).

sábado, 4 de outubro de 2008

Amadurecer

O Tutu vai a fono uma vez por semana. Isso porque ele conviveu até o início do ano com uma super adenoide que o impedia de ouvir os sons direito. Então, mesmo com 4 anos, ele ainda fala muitas palavras errado. Eu sempre o incentivei a tentar falar certo. Quem conhece o Tutu sabe que ele tem uma resistência inexplicável a algumas coisas. E começar a falar certo era uma delas... Eu digo para ele falar certo, que os bebês que falam errado e ele não é mais um bebê. Digo que ele tem que se esforçar...
Pois bem, viajamos e quando voltamos ele chegou pra mim e falou MENINO, BANANA, PEQUENO bem certinho, palavras que ele sempre falava errado. Disse MAMÃE, EU TÔ FALANDO CERTO. EU TÔ SE ESFORÇANDO...
Achei tão linda essa amostra de maturidade. Quando a gente viajou, sempre achei que era o Léo quem ia sentir mais, porque é um bb, coisa e tal. Mas o Léo ficou super bem com a Célia, como já era de se esperar, já que ela cuuida dele todo dia. E o Tutu perguntava desde sempre quando íamos voltar, que queria papai e mamãe aqui, e queria dormir na sua caminha... Claro que ninguém me disse isso quando estávamos viajando.